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Neste Natal, lembre-se: às vezes, tudo o que alguém precisa é de um pouco de luz ao seu lado. Em "Path of Light", um pequeno cervo perdido na escuridão da floresta encontra ajuda inesperada: um vaga-lume que guia seu caminho de volta para casa. Ao segui-lo, ele descobre que até o menor gesto pode não apenas iluminar a vida de alguém, mas também inspirar outros a fazerem o mesmo.


Aproveitando essa mensagem natalina, acho que vale a pena falar um pouco sobre o vídeo em si. Afinal, se Coca-Cola e McDonals podem fazer seus vídeos de Natal com I.A., porque eu não posso? foi assim que surgiu a ideia de "Path of Light", um curta de dois minutos, embalado ao som de "Angels Among Us", do Alabama, como mais um experimento pessoal com inteligência artificial. A ideia aqui foi testar até que ponto essa tecnologia pode me ajudar a tirar do papel ideias que, sem ela, provavelmente ficariam apenas na minha cabeça.


Optei por me afastar de personagens realistas e evitar assim o vale da estranheza ao máximo. Mesmo em versões estilizadas, ainda percebo limitações das ferramentas que utilizo em manter consistência e identidade visual nesse tipo de abordagem. Por isso, a escolha por uma estética mais simbólica e simples, que dialoga melhor com o tipo de história que eu queria contar.


Eu poderia vir aqui e fazer como alguns estúdios de I.A. tem feito: inventar e mentir sobre processos para tentar elevar o valor artístico desse vídeo, fingindo que teve trabalho real e tradicional de concept art, modelagem ou animação. O trabalho artístico aqui esteve focado no roteiro, nas simbologias e nas decisões narrativas. O restante foi um processo de experimentação numa sequencia de prompt após prompt, ajustando imagens e vídeos até me aproximar ao máximo da visão que eu tinha em mente.


No cenário ideal, esse filme teria sido produzido seguindo os processos citados acima, com uma pequena equipe controlando ao máximo cada etapa. Mas esse cenário exigiria um investimento financeiro e um tempo que não estavam disponíveis (até porque a ideia surgiu menos de uma semana antes do Natal).


Com o uso da I.A. todo o processo levou cerca de 24 horas de trabalho, com a geração de aproximadamente 300 imagens para desenvolvimento de personagens, cenários e enquadramentos, além de mais de 80 takes de vídeo de 5 segundos. No material final, creio que apenas 20% do que foi gerado acabou sendo utilizado de fato, o que mostra que o processo ainda está longe de ser totalmente otimizado.


Ainda assim, o resultado final representa algo que, em um fluxo tradicional, provavelmente levaria meses para ser realizado. Por isso, o saldo é positivo. Este texto não tem como objetivo justificar nada, mas compartilhar um pouco de como tem sido fazer uso dessas novas tecnologias e de provocar uma reflexão sobre o papel da inteligência artificial no que diz respeito à parte artística, suas possibilidades, limitações e o espaço que ela pode ocupar como ferramenta criativa.


A conclusão que fica é que se num prazo curto e sem nenhuma pós produção como em testes anteriores foi possível chegar nesse resultado, ficou provado pra mim que com um pouco mais de tempo, dedicação e claro, orçamento, é possível criar criar vídeos de alto impacto emocional e comercial com I.A. sem depender de um estúdio maior como empresas como a Coca-Cola têm feito, abrindo espaço para pequenos negócios contarem suas histórias de formas cada vez mais criativas sem pesar tanto no bolso.


Cliente: Fan art

Software: Clipstudio Paint

Job: Fanart


Rodolfo Abrantes - Raimundos - Bonita♫

Não tenho dúvidas de que a Inteligencia artificial chegou pra ficar e que não há muito que se possa fazer para frear essa nova tendência. Em alguns contextos certamente continuará havendo apreço pelo que é feito à mão, mas como um ilustrador digital, esta não é bem uma prática que eu tenho ou costumo aplicar.

Mas para o mercado publicitário talvez as coisas mudem para sempre para os ilustradores uma vez que o processo de criação de imagens vai se tornar cada vez mais fácil, rápido e barato, apesar de todas as polêmicas envolvendo direitos autorais.


Joey Ramone - Ramones - I Believe in Miracles♫

Mas não é sobre nenhuma dessas

polêmicas que eu quero de fato falar e sim

sobre o uso destas novas ferramentas como Midjourney, ChatGPT entre outras. Eu mesmo já utilizei e possivelmente continue utilizando quando considerar adequado, porém percebi que ao utilizar alguma delas, no meu íntimo sinto que não se trata exatamente sobre criar coisas novas e sim o contrário: se trata de NÃO criar.


Por mais fantástico que um texto produzido por ChatGPT venha para você, você nem sempre sabe o que esperar, o mesmo para imagens, você pode ter uma ideia do que quer mas (ainda) não o controle da composição e escolhas deliberadas que geralmente se faz como escritor ou ilustrador nesses casos.


Rafael Malenotti - Acústicos e Valvulados - Fim de Tarde com você♫

Meu estilo de música favorito sempre foi punk rock e o seu lema "Faça você mesmo" sempre conversou bantante comigo e por conta deste lema que vai em total desencontro com essas novas tecnologias, resolvi (como sempre) fazer eu mesmo, porém prevendo que será cada vez mais dificil alcançar a perfeição proposta pelas I.A.s, resolvi rever referências pessoais e abraçar de forma experimental as imperfeições em meus trabalhos autoriais. Foi assim que surgiram as ilustrações deste post, onde há muito de música, um pouco de quadrinhos e muitas texturas, retículas, aberração cromática e o que mais pudesse dar na telha.

Curioso que tem uma pitada de Frank Miller, cujas ilustrações nunca havia sido especialmente fã e até em odiando algumas fases da arte dele, mas finalmente entendendo uma expressividade que talvez as I.A.s demorem a demonstrar. Possivelmente eu continue essa série pois ainda têm várias músicas de vários artistas que eu gostaria de retratar e acho que este é o formato que mais se adequa. As próximas que saírem postarei provavelmente apenas no instagram, que você pode seguir aqui se quiser.

Fanart 2D - Do it yourself - Gasometer Studio

Atualizado: 28 de fev. de 2022


Se há um vídeo que gosto de revisitar de tempos em tempos é o discurso "Faça boa arte", Neil Gaiman. É um vídeo inspirador de alguém inspirador, pois quem não conhece o Neil Gaiman, saiba que o cara é autor de vários livros como "Deuses Americanos", "Belas Maldições", "Coraline" entre outros.


Quando vi o vídeo deste discurso pela primeira vez, fiz dele praticamente um víde

o obrigatório. De tempos em tempos revejo, e ele é tão especial pra mim que tenho até a versão do discurso em livro, lançado há alguns anos.


O discurso é para os formandos da Universidade de Arte, na Philadelphia em 2012.


Se ainda não assistiu, acredito que você não vá se arrepender, e se já assistiu, faça como eu, e assista de novo sempre que possível.


E claro, faça boa arte!


(Não esqueça de ativar as legenda


s automáticas se precisar.)





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A Gasometer Studio / Usina de Mascotes é um estúdio de ilustração digital, focado em criação de personagens e mascotes para aplicação em marketing. Nossos clientes vão desde empresas de marketing, pequenos negócios que desejem aumentar reconhecimento de marca através de um personagem cativante até projetos criativos que necessitem de personagens para jogos, videogames e animações.

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